Mesa do Imperador x Vista Chinesa

Unidade de Conservação em que o trecho está inserido: Parque Nacional da Tijuca

Orientação Fácil
Nível de esforço Leve
Exposição ao risco Pequena
Insolação Baixa

Distância: 1,6km Duração: 00h45

Desnível positivo: 65m Desnível negativo: 141m

Altitude inicial: 487m Altitude máxima: 565m

Água potável: Não Sinalização no sentido Guaratiba-Pão de Açúcar: Sim Sinalização no sentido Pão de Açúcar- Guaratiba: Sim Presença de trecho de escalaminhada: Não

Pontos de interesse: Mirantes

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Perfil altimétrico (clique para ampliar):

Distância entre as atrações do trecho e trechos seguintes:

No sentido Pão de Açúcar (Leste):

  • Da Mesa do Imperador até a bifurcação para o Morro das Andorinhas/Cochrane: 800m
  • Da Mesa do Imperador até a Vista Chinesa: 1,6 km

No sentido  Barra de Guaratiba (Oeste):

  • Da Vista Chinesa até a bifurcação para o Morro das Andorinhas/Cochrane: 830m
  • Da Vista Chinesa até a Mesa do Imperador: 1,6 km

Ponto de entrada oeste:

Mesa do Imperador

Ponto de entrada leste:

Vista Chinesa

Atrações:

Mesa do Imperador, Mesa Redonda, Mirantes e a Vista Chinesa.

Informações:

A partir da Mesa do Imperador, a Trilha Transcarioca avança cerca de 100 metros pelo asfaltoem direção ao Alto da Boa Vista, atravessa a rua na altura de uma pracinha com uma fonte e reentra na mata. Dali é só seguir a sinalização até a Vista Chinesa. Na metade da trilha há uma bifurcação. À direita, a trilha sobe até o alto do Morro do Cochrane. A Trilha Transcarioca segue em direção à Vista Chinesa. No percurso, há uma janela de mata com excelente vista da Cidade.

As encostas da Vista Chinesa foram desmatadas com fins de agricultura no fim início do Século XIX. Experimentou-se ali a plantação de chá, com trabalhadores chineses trazidos de Macau, em 1812, pelo Conde de Linhares.

Era um sonho do Príncipe Regente transformar o Brasil em grande produtor e exportador da erva asiática, então com valor de mercado aparentemente mais promissor do que o café. D. João chegou a acalentar a esperança de que o Rio um dia pudesse vir a ser o maior fornecedor mundial de chá para o mercado europeu.

Sob a supervisão do Jardim Botânico, fundado em 1808 com o objetivo de ser uma instituição voltada para a aclimação de espécies exóticas no Brasil, foram plantados naquela encosta do Parque cerca de seis mil pés de chá, colhido em três safras anuais.

Diversos relatos dessa malograda experiência chegaram aos nossos dias, já que o Jardim Botânico era um dos passeios preferidos dos estrangeiros na Corte. Ainda em 1817, Spix e Von Martius mostram pouco entusiasmo com suas chances de sucesso pois, apesar da bela aparência, o gosto do chá carioca lhes tinha parecido detestável.

Ainda assim, em 1822, a plantação ia de vento em pôpa como podemos comprovar pelo famoso quadro de Rugendas, onde estão retratados chineses em plena faina de plantar.

O chá, todavia, não vingou. Alguns autores atribuem o fracasso à má qualidade da mão de obra proveniente da China, outros à pouca competitividade do produto face à já estabelecida produção asiática. Seja como for, por volta de 1828 o chá começou a dar sinais de esgotamento no Rio. Naquele ano, o reverendo Walsh visitou o Jardim Botânico e viu apenas arbustos raquíticos, apodrecidos e cobertos de musgo.

Embora contasse com o patrocínio Real, em nenhum momento o chá foi absoluto na Serra da Carioca. Nem mesmo durante os experimentos feitos pelos chineses junto ao Jardim Botânico. Ali ao lado, no vale do Rio Cabeça, nos relata Maria Graham, preceptora dos filhos de D. Pedro I, que já haviam “extensos cafezais, intercalados por numerosas laranjeiras, limoeiros e outros arbustos que parecem antes uma variedade das matas do que a mescla de terreno cultivado com terreno selvagem…”.

Mais tarde, Pereira Passos, que entraria para a História como o maior Prefeito que o Rio de Janeiro já teve, se preocupou especialmente com a Floresta. Ele, que tinha ligação com o futuro Parque da Tijuca desde 1884, quando foi responsável pelas obras da estrada de ferro do Corcovado, agora concentrava-se em embelezar: restaurou a Mesa do Imperador dando-lhe sua forma atual e levantou o pagode que até hoje adorna o Mirante da Vista Chinesa.

Segundo o site http://www.wikirio.com.br/, “Desde 1856 o Jardim Botânico estava ligado ao Alto de Boa Vista por uma estrada carroçável, aberta por influência do Barão do Bom Retiro e cuja execução e manutenção foi contratada a Thomas Cochrane. Registra a crônica da cidade que, nessa obra, foram empregados trabalhadores “cules” trazidos de China (Macau) para desenvolver a lavoura do arroz , mas que, não tendo demonstrado qualquer habilidade para a agricultura, foram aproveitados na construção da estrada. Essa região apresenta uma assombrosa coincidência de presença chinesa, iniciada com a vinda dos plantadores do chá de D. João VI. Depois do fracasso dessa lavoura, segundo Brasil Gerson, os chineses se teriam espalhado “pelas fraldas da Tijuca”.

Em 1844 um mapa da área registra uma edificação denominada “Casa dos Chinas”, provavelmente um resquício dessa primitiva experiência. Essa “vocação” provavelmente explica por que a Prefeitura (o prefeito Pereira Passos, em 1903, com projeto do arquiteto Luis Rey, em argamassa copiando o bambu) edificou à margem dessa estrada, anos mais tarde, o pavilhão denominado “Vista Chinesa.

Mais acima, um local preparado para servir como ponto de repouso nos frequentes passeios da Família Real ganhou o nome de Mesa do Imperador”.

Também segundo a Wikipédia: “O nome “Vista Chinesa” tem origem nos agricultores dessa nacionalidade trazidos para o Rio de Janeiro em duas levas, na primeira metade do século XIX.

Inicialmente, foram cem os chineses que vieram da colônia portuguesa de Macau, importados em 1812 pelo Conde de Linhares, a mando de Dom João VI, com o objetivo de testar a receptividade do solo brasileiro para o cultivo do chá.

Os imigrantes, que, teoricamente, foram escolhidos por terem bastante experiência no assunto, estabeleceram-se, primeiramente, nas encostas da mata onde estão os fundos do Jardim Botânico. Ali, chegaram a plantar 6 000 pés de chá, erva que dava três safras por ano.

Após serem colhidas, as folhas eram colocadas em fornos de barro, onde eram postas a secar, sendo depois enroladas.

Era sonho do Príncipe-regente repetir, no Brasil, o comércio exitoso entre Macau e a Europa, do qual, com a venda do chá, Portugal auferia considerável rendimento.

No princípio, houve certa euforia com o futuro da erva no Rio de Janeiro. Luccock nos conta que, logo após a chegada da Família Real, planejava-se suprir todo o mercado europeu com a produção carioca.

Também Ebel nos dá seu relato, datado de 1824, no qual afirma ter visto, nas encostas do Jardim Botânico, “vastas plantações de chá chinês, agora em floração”.

Nesse sentido, é interessante o registro iconográfico executado por Rugendas em 1822, onde se podem ver os chineses em pleno trabalho de plantio do chá, com bela vista da Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo.

Um pouco antes de 1817, Johann Baptiste von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius declararam ter o chá carioca aroma excelente, embora seu sabor não fosse dos melhores.

Esse desagradável paladar parece ter sido a razão que acabou obrigando o governo português a desistir de tentar produzir comercialmente o chá em terras brasileiras.

Outros autores, entretanto, afirmam que o insucesso deveu-se à falta de preparo, indolência e alto custo da mão de obra representada pelos chineses, que teriam sido mal escolhidos em sua terra natal, não tendo vindo para cá um grupo de experientes agricultores, mas, como escreveu o historiador Oliveira Lima, “a ralé de Cantão”.

Mais realista, entretanto, parece ser a explicação de Maria Graham nas folhas de seu Diário de Uma Viagem ao Brasil: “o Imperador compreendeu ser mais vantajoso vender café (um produto sem concorrentes) e comprar chá do que obtê-lo com tais despesas (já que o chá era produzido a baixíssimo custo na China e Índia) e não continuou a plantação”.

Os chineses foram transferidos para a Fazenda Real de Santa Cruz onde fizeram outra tentativa, também falida.

Galeria de fotos:

Adotante:
Colaboradores da Conservação Internacional (CI-Brasil)

Site/Facebook do adotante:
http://www.conservation.org/global/brasil/Pages/default.aspx

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