Jequitibá x Cachoeira da Gruta

Unidade de Conservação em que o trecho está inserido: Parque Nacional da Tijuca

Orientação Fácil
Nível de esforço Leve
Exposição ao risco Pequena
Insolação Baixa

Distância: 2,6km Duração: 01h00

Desnível positivo: 127m Desnível negativo: 238m

Altitude inicial: 293m Altitude máxima: 360m

Água potável: Sim Sinalização no sentido Guaratiba-Pão de Açúcar: Sim Sinalização no sentido Pão de Açúcar- Guaratiba: Sim Presença de trecho de escalaminhada: Sim

Pontos de interesse: Cachoeiras

Faça aqui o download do tracklog
Faça aqui o download do mapa do trecho

Perfil altimétrico (clique para ampliar):

Distância entre as atrações do trecho e trechos seguintes:

No sentido Pão de Açúcar (Leste):

Do da Estrada da Vista Chinesa até:

  • Bifurcação Cachoeira da Gruta x Cachoeira do Jequitibá: 400 mts
  • Cachoeira do Jequitibá: 650 mts
  • Bifurcação Cachoeira da Gruta x Jequitibá: 500 mts
  • Jequitibá: 550 mts
  • Cachoeirinha: 2 km
  • Bifurcação da Cachoeira da Gruta x Saída (guarita do PNT na Estada da Vista Chinesa): 2,4 km
  • Saída: 2,9 km
  • Bifurcação Gruta x Primatas: 2,5 km
  • Cachoeira da Gruta: 2,6 km

No sentido Barra de Guaratiba (Oeste):

Da Cachoeira da Gruta até:

  • Bifurcação Gruta x Primatas: 50 mts
  • Bifurcação da Cachoeira da Gruta x Saída (guarita do PNT na Estada da Vista Chinesa): 200 m
  • Saída: 750 mts
  • Cachoeirinha: 650 mts
  • Bifurcação do Jequitibá: 2,1 km
  • Jequitibá: 2,2 km
  • Bifurcação saída/ Cachoeira do Jequitibá: 2,2 km
  • Cachoeira do Jequitibá: 2,5 km
  • Estrada da Vista Chinesa (Início Jequitibá): 2,6 km

Ponto de entrada oeste:

Estrada da Vista Chinesa

Ponto de entrada leste:

Estrada da Vista Chinesa (Estrada Dona Castorina), pouco abaixo da guarita de entrada do Parque Nacional da Tijuca

Atrações:

Cachoeira da gruta e jequitibá com salão interno no troco.

Informações:

Este trecho da Trilha Transcarioca começa na estrada da Vista Chinesa, virando logo à esquerda e subindo. Em breve, você vai chegar a uma bifurcação. Para a direita, descendo, o caminhante vai chegar às cachoeiras do Jequitibá por uma trilha íngreme e bem difícil. Seguindo a sinalização da Trilha Transcarioca, logo vai deparar com outra bifurcação. À direita, cerca de cem metros abaixo, está um jequitibá centenário que tem um salão em seu tronco onde cabem cerca de dez pessoas. Seguindo a sinalização da Trilha Transcarioca, você vai andar em meio à mata até chegar à bifurcação da Cachoeira da Gruta e, em seguida à própria cachoeira.

Um pouco de história:

Esse trecho da trilha Transcarioca se caracteriza pela presença abundante de duas espécies exóticas (introduzidas pelo Homem): a jaca e o mico estrela.

Segundo Patrícia Lopes da Equipe Brasil Escola “a jaca é o fruto da jaqueira, árvore tropical trazida da Índia para o Brasil no século XVIII. É uma árvore que chega a 20 m de altura e seu tronco tem mais de 1 m de diâmetro. É cultivada em toda região Amazônica e toda a costa tropical brasileira, do Pará ao Rio de Janeiro.

A fruta nasce no tronco e nos galhos inferiores da jaqueira e são formados por gomos, sendo que cada um contém uma grande semente recoberta por uma polpa cremosa. Apresenta cor amarelada e superfície áspera, quando madura. As variedades mais cultivadas da jaqueira são: jaca-dura, jaca-mole e jaca-manteiga. O fruto chega a pesar até 15 Kg. É rico em carboidratos, minerais, como cálcio, fósforo, iodo, cobre e ferro. Contém vitaminas A, C e do complexo B.

Pode ser consumida in natura, cozida, na preparação de doces e geléias caseiras. As sementes, sem pele e cozidas também podem ser consumidas como tira-gosto. O bagaço da fruta é utilizado na preparação de sucos, geléia e doces.” Infelizmente a jaca se tornou uma espécie invasora na Serra da Carioca e o Parque Nacional da Tijuca está desenvolvendo projetos para substituí-la por espécies de Mata Atlântica ao longo dos anos.

A fartura de jacas acaba por atrair bandos de micos-estrela, segundo Marina Zaluar, pertencem a “duas espécies que encontramos nas metrópoles do sul e sudeste: o o Callithrix jacchus e o Callithrix penicillata. Eles também são conhecidos como sagui-do-nordeste e sagui-do-cerrado, sauim, xauim, sauí, soim, massau, tamari e mico-estrela, dependendo da região do país.

São espécies de primatas de tamanho pequeno com garras eficientes, o que garante movimentos rápidos e habilidosos ao pular de galho em galho (ou em fios e telhados) e escalar troncos das árvores.

A distribuição original do Callithrix jacchus é a região Nordeste do Brasil acima do Rio São Francisco, e do Callithrix penicillata é no cerrado brasileiro. Porém estes animais foram introduzidos pelo homem no sudeste e sul do Brasil, através da venda ilegal de filhotes retirados da mata. As pessoas os compram como animais de estimação, mas eles podem se tornar agressivos quando adultos (já que são animais silvestres, e não domésticos) e assim acabam sendo soltos ou fogem para as matas e parques das cidades. A origem “doméstica” dos saguis introduzidos aumenta a possibilidade de eles transmitirem vírus e bactérias para o homem e para outros animais que encontrarem pelo caminho.

Eles possuem uma adaptação dentária que os distinguem e permite que perfurem o tronco de árvores e se alimentem do exsudato. Este comportamento é chamado de gomivoria. Mas acabam também fazendo algumas dessas árvores morrerem. Dessa forma, eles conseguem sobreviver em uma grande variedade de tipos florestais, até mesmo nas cidades, e se tornaram verdadeiras pragas.

São primatas bonitos e simpáticos, o que atrai a atenção de muitas pessoas nas cidades, que os alimentam com o intuito de ajudá-los, mas por ignorância acabam interferindo no equilíbrio da natureza. Esses animais ficam superalimentados e acabam se reproduzindo muito, sendo uma grande ameaça para as outras espécies que convivem com eles. Mesmo bem alimentados, mantêm o hábito da caça de pequenos vertebrados (aves e seus ovos, principalmente) e invertebrados (borboletas, louva-a-deus, etc).

Os saguis são considerados espécies exóticas invasoras, porque estão fora de sua área original, estabeleceram população e afetam os animais e ecossistema nativos da região de onde foram introduzidos.

Esse intenso aumento da população de saguis em regiões como o sudeste do Brasil, representa uma grande ameaça para a conservação do mico-leão-dourado e do sagui-da-serra-escuro ou caveirinha (Callithrix aurita), espécies nativas de primatas que vivem nessa região, afinal:

  • as populações de saguis exóticos em muitos locais são maiores que as populações das espécies nativas, que são ameaçadas de extinção;
  • medidas das condições do corpo e da demografia indicam que as populações dos saguis exóticos são bastante saudáveis;
  • os saguis são competidores dos recursos alimentares, principalmente durante o inverno, quando os recursos tornam-se mais escassos
  • a associação entre essas espécies tem gerado mudanças comportamentais dos primatas nativos, principalmente do caveirinha, que hibrida com os saguis exóticos, o que faz sua população declinar mais ainda (pois nascem apenas híbridos e a população do caveirinha, ameaçado, não se renova).

Os saguis exóticos causam um grande desequilíbrio no ecossistema e em diferentes populações de diversas espécies. Portanto, é crucial que NÃO se alimentem esses saguis! Eles encontram todos os alimentos que necessitam na natureza de forma equilibrada.

Se encontrar os saguis, NÃO os alimente nem chegue muito perto. Animais silvestres podem ter comportamento agressivo, morder e, assim, transmitir doenças. Se observare alguém fazendo alguma dessas coisas, alerte! Algumas pessoas fazem por desconhecerem o quanto é grave e complexa a questão que está por trás desses lindos e carismáticos primatas

O Projeto de Conservação da Fauna do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em conjunto com diversas instituições ambientais nacionais e estaduais, tem estudado formas de controlar as populações dos saguis exóticos. Pesquisando a ecologia e comportamento deles, prevemos ações futuras de esterilizações. Aguardem notícias!”

Fonte: https://projetofauna.wordpress.com/

Galeria de fotos:

Adotante:
Moleque Mateiro

Site/Facebook do adotante:
http://www.molequemateiro.com.br
https://www.facebook.com/InstitutoMolequeMateirodeEducacaoAmbiental

0 Comentários

Quer ajudar nesse trecho ou relatar problemas (manejo, vandalismo de tabuletas, pichação, ausência de sinalização, obstrução, lixo entre outros)?

XHTML: Você pode usar esses códigos para formatar seu comentário <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>