Planeje a Sua Caminhada

O que levar

 

“(Na subida ao Corcovado) O excursionista emerge de repente, da penumbra e da escuridão do mato para a agradável surpresa da claridade e de uma temperatura amena, que chega a parecer até fria e cortante quando o vento sopra forte”
Burmeister, 1850

 

A Trilha Transcarioca tem saídas para o asfalto a intervalos regulares, de maneira que nunca é necessário dormir no mato. A maioria dos trechos da Trilha Transcarioca não toma mais do que uma manhã e parte da tarde e alguns não excedem um par de horas, o que reduz a quantidade de apetrechos indispensáveis ao transcarioqueiro precavido.

— Na verdade, para caminhar com segurança na Trilha Transcarioca poucos são os requisitos básicos. Comece por um bom calçado. Este pode ser tanto uma bota de hiking, como as encontráveis nas melhores lojas de material para excursionistas, quanto um tênis com travas anti-derrapantes, que deixe os pés firmes e confortávéis. Dê preferência a calçados que protejam e deem firmeza aos tornozelos o que é o caso das botas de hiking e dos tênis de cano alto. Se você teme ser picado por alguma cobra, lembre-se que o instituto Butantã recomenda o uso de botas até os joelhos.

Qualquer que seja sua escolha, jamais deixe para estrear um par de calçados na Trilha Transcarioca. Bolhas extremamente dolorosas podem fazer com que você se arrependa para sempre dessa ideia.

— A roupa varia de acordo com o trajeto e com o freguês, mas deve ser confortável. Um bom par de jeans surrados, contanto que sejam folgados, e uma camiseta de mangas compridas devem ser suficientes. Calças de moletom também constituem boa opção e, para os que não temem os inevitáveis arranhões e picadas de insetos, uma folgada bermuda será com certeza a decisão mais inteligente. Ao subir picos altos tais como a Pedra do Telégrafo, o Pico da Pedra Branca e o Pico da Tijuca, entre outros, não cometa o mesmo erro de Burmeister e leve um casaco.

No inverno, mesmo que você não vá subir um pico e ainda que o dia esteja ensolarado, não esqueça nunca de levar um bom agasalho. Só assim você estará protegido caso a noite o surpreenda na mata. Não subestime o risco de hipotermia e tenha sempre à mão um manual de primeiros socorros que o ensine a lidar com esse e outros problemas passíveis de ocorrer em uma caminhada no mato.

Lembre-se que o tempo em todo o trajeto da Trilha Transcarioca é sujeito a mudanças bruscas. Não deixe portanto de levar uma boa capa de chuva. Nesse aspecto, evite as capas de chuva convencionais, buscando um modelo especialmente pensado para a atividade de caminhar no mato. Capas assim são encontráveis nas melhores lojas de equipamentos para excursionistas. Além disso, caso você seja surpreendido pela chuva, evite andar em campo aberto e em locais onde você seja o ponto mais alto, tornando-se um pára-raios em potencial. Assim que começar a chover em meio a uma caminhada, volte imediatamente para casa e, se isso não for possível, procure um abrigo.

— Leve sempre, em todas as trilhas, um boné além de protetor solar, pois em alguns trechos da Trilha Transcarioca o sol pode ser inclemente, queimando mais do que seria saudável, havendo risco de desidratação e de insolação. Se você for alérgico a picadas de insetos, não se esqueça de ter sempre consigo um bom repelente.

Carregue seus apetrechos em uma pequena mochila. Ter as mãos livres todo o tempo é muito importante pois, além de mais cômodo, é mais seguro. A Trilha Transcarioca é composta de caminhos irregulares e, por vezes, escorregadios. Ao carregar bolsas a tiracolo, sacolas ou outros objetos, você vai se cansar rápido, além de perder o equilíbrio com facilidade. Tenha sempre em mente que pode ser necessário usar as mãos para apoiar-se em uma árvore ou para amparar uma eventual queda.

— Na mochila, cada membro do grupo deve sempre levar um canivete suíço, um mapa da região, uma bússola, um gps, um apito, papel higiênico, um saco plástico para o lixo e um pequeno estojo com medicamentos básicos, além de um manual de primeiros socorros.

— Considere como item indispensável do seu equipamento individual uma lanterna. Pois, mesmo se você tomar todas as precauções, existe sempre a possibilidade de ser surpreendido pela escuridão. Lanternas de cabeça, como as encontráveis nas melhores lojas de camping, são as mais indicadas, pois deixam as mãos livres. Para evitar que a lanterna se acenda acidentalmente na mochila, coloque as pilhas de modo que os polos fiquem invertidos. Dê preferência a pilhas alcalinas e tenha sempre consigo um jogo novo de reserva.

— Um lanche frugal e pelo menos um litro d’água, ou uma bebida isotônica, também são recomendáveis para cada um dos membros do grupo. Ao escolher a alimentação, leve em conta suas preferências pessoais, mas procure compatibilizá-las com produtos de pouco peso e alto valor energético. Algumas sugestões são chocolate, granola ou outras barras de cereais, frutas frescas ou secas, passas, amêndoas, amendoins, nozes, salaminho, queijos, iogurtes de caixinha, ovos cozidos, biscoitos e sanduíches naturais. Além disso, saia de casa sempre bem alimentado.

— Quando estiver caminhando com crianças e houver grande disparidade de idade entre elas, deixe os mais velhos carregarem algum peso em suas mochilas, tal como frutas ou água, de modo que progridam no mesmo ritmo dos mais novos. Para evitar o tédio, comum entre as crianças, faça-as sentirem-se responsáveis pela segurança do grupo, sugerindo que interpretem a sinalização da Trilha Transcarioca, orientando o rumo do caminho. Seja especialmente cuidadoso com a alimentação dos pequeninos e leve sempre um casaco para cada um deles.

— Por fim, familiarize-se com procedimentos de emergência, leia e carregue sempre um manual de primeiros socorros e procure fazer um curso de socorrista.

Para os iniciantes na arte de caminhar, há o livro Pé na Trilha (editora Traço) de Marcus Vinicius Gasques que, embora difícil de encontrar, é de grande valia para todos que estão começando a se envolver com a arte de caminhar.

 

Dicas de segurança

 

— De modo a evitar acidentes, não tome riscos desnecessários. Saiba que o grupo de pessoas que sofrem de vertigens é maior do que se imagina. Respeite seus limites e os dos outros. Alguns trechos da Trilha Transcarioca passam por locais expostos à altura. Embora em nenhum caso eles representem grande perigo para o passeante, pois são transponíveis, evite forçar um companheiro de jornada a continuar quando ele se sentir incapaz de vencer algum obstáculo mais assustador.

— Antes de sair em uma excursão na Trilha Transcarioca, converse com o Guia de ecoturismo que o estiver acompanhando e com os outros membros do grupo, planejando de antemão linhas de ação para possíveis acidentes e outros imprevistos.

No caso de ocorrer alguma emergência, antes de tomar qualquer decisão, analise cuidadosamente a situação, levando em conta a gravidade do ocorrido, a distância que separa o grupo do socorro mais próximo, as condições metereológicas, o tipo de terreno e os acidentes geográficos a serem transpostos e o número de horas de luz do dia ainda restantes. Somente então planeje sua linha de ação, levando também em conta a condição física e psicológica do grupo e o equipamento disponível.

Jamais percorra a Trilha Transcarioca à noite. A maioria dos seus trechos são através de mata fechada, que fica muito escura imediatamente depois que o sol se põe, não se beneficiando sequer dos últimos minutos de luz do crepúsculo. Além do risco de se perder, caminhar no escuro também implica em prováveis tombos e trombadas, com consequências muitas vezes graves. Leve sempre um relógio e um GPS e calcule a caminhada, levando em consideração o tempo necessário para a volta. Acostume-se a deixar, como regra, uma boa margem de segurança— pelo menos duas horas— em relação ao final previsto do passeio e ao horário do pôr-do-sol. Lembre-se que, em grupo, relógios também constituem importantes instrumentos para coordenar horários de encontro.

Nunca saia de casa sem munir-se do mapa do trecho da Trilha Transcarioca em que vai caminhar (um exemplar para cada membro do grupo), além de outros instrumentos de orientação como, por exemplo, gps, bússola e altímetro.

Cultive o hábito de avisar a alguém da família ou a algum amigo próximo o trecho da Trilha Transcarioca previsto para o passeio e a hora em que planeja estar de volta. Esse procedimento facilitará sua busca no caso de você se acidentar ou se perder. Se você tiver telefone celular, considere levá-lo. Em casos imprevistos ele pode ser de grande utilidade.

— Nunca caminhe sozinho na Trilha Transcarioca. Grupos de no mínimo três pessoas, além de um profissional em ecoturismo, são o tamanho aconselhável para trilheiros, sendo quatro o número ideal. Caso alguém se machuque seriamente, não podendo ser removido do local, um companheiro poderá ficar cuidando dele, enquanto outros dois saem à cata de auxílio, evitando-se assim que algum dos excursionistas fique sozinho. Evite, por outro lado, grupos maiores que cinco pessoas. Nesses casos, a diferença de preparo físico e de habilidade nas trilhas, geralmente verificada entre os diversos indivíduos de um grupo grande, aumentam muito o risco de que alguém se machuque ou se perca.

Sempre que caminhar na Trilha Transcarioca, faça-se acompanhar de uma pessoa que seja Guia profissional de ecoturismo. Até que você tenha plena segurança no seu senso de orientação no mato e conheça bem a área em que está excursionando, jamais saia da rota sinalizada com a logomarca da bota com o cristo (marca da Trilha Transcarioca), evitando bifurcações alternativas, mesmo que elas pareçam ser atalhos convidativos.

Quando em grupo, mantenham-se juntos e procurem seguir no ritmo do mais lento. Jamais fiquem a distâncias em que não seja possível estabelecer contato sonoro com a voz, ou com o auxílio de um apito.

— Quando estiver com crianças tome algumas precauções adicionais. Faça com que vistam roupas de colorido vivo (evite o verde), e dê a cada uma delas um apito, de modo a facilitar sua localização caso se percam.

— Tome precauções para não se perder. Fique atento para no máximo não encontrar o caminho (perder-se é sair de A para B, não chegar em B nem ser capaz de retornar a A. Não encontrar o caminho, por outro lado, é sair de A para B, não encontrar B, mas ser capaz de retornar para A).

— Caso você deixe de ver a logomarca da Trilha Transcarioca ao longo do passeio, significa que errou o caminho. Ao constatar que não está na trilha certa, não insista nela e procure retornar à rota indicada. Faça isso tão logo perceba que a trilha que você está percorrendo começa a ficar muito fechada ou principia a desaparecer. Tente reencontrar o rumo perdido voltando pelo mesmo caminho em que veio, até encontrar alguma sinalização da Trilha Transcarioca. Ao voltar, preste atenção para ver se não entrou errado em alguma bifurcação. Se esse procedimento não adiantar, ao constatar que está perdido tome as seguintes providências:

Acalme os mais nervosos e reitere que nem a Floresta da Tijuca, nem o Maciço da Pedra Branca, nem os Parques Naturais Municipais atravessados pela Trilha Transcarioca são florestas inexpugnáveis, mas pequenos parques florestais cortados por diversas trilhas, percorridas com frequência por excursionistas e localizados dentro de uma área urbana, o Município do Rio de Janeiro. Recorde também que no Alto da Boa Vista há uma unidade do Corpo de Bombeiros especializada em operações de busca e salvamento, com grande experiência no assunto e que, provavelmente, será capaz de encontrá-los em, no máximo, 24 horas.

— Evite o pânico e, se estiver em grupo não se dispersem. Reitere a todos que o pior que pode acontecer é ter que esperar algumas horas pelo resgate.

— Se você estiver muito inseguro e sem a menor noção de onde se encontra, evite sair do lugar onde está. Como você estava percorrendo a Trilha Transcarioca, cujo traçado é bastante conhecido, ao se perder não estará muito longe de um ponto do caminho. Ao se movimentar de maneira impensada, você corre o risco de se afastar ainda mais da rota normal, dificultando o trabalho dos profissionais que estiverem encarregados de encontrá-lo.

Jamais se movimente à noite. Caso você seja surpreendido pela escuridão, mantenha-se onde estiver e espere até amanhecer para continuar a procurar o caminho. Lembre-se que dormir na Floresta, embora desconfortável, é muito menos perigoso que andar no escuro. Na primeira hipótese, tendo prestado atenção à recomendação de levar um agasalho, no máximo você vai pegar uma gripe, enquanto, se insistir em caminhar por uma trilha que não pode ver, poderá cair e machucar-se seriamente.

Nunca comece a percorrer a Trilha Transcarioca depois do meio dia.

— Por fim, ao planejar sua caminhada, tenha em mente que as informações de distância e tempo de duração dos trechos da Trilha Transcarioca devem ser entendidas apenas como indicativos e nunca como valores absolutos (não se esqueça também de sempre multiplicar esses números por dois, quando pretender voltar pelo mesmo caminho, pois as indicações de tempo e distância somente levam em conta o trajeto de ida).

Além disso, o tempo do passeio varia muito de acordo com o preparo físico dos excursionistas e com o tamanho do grupo— quanto maior o número de pessoas, mais lenta será a caminhada. As indicações da Trilha Transcarioca, entretanto, levam em conta grupos de quatro.

 

Convivendo com a natureza

 

A história florestal corretamente entendida é, em todo o planeta, uma história de exploração e destruição
Warren Dean

 

A história do desenvolvimento do homem pode ser traduzida pelo desenrolar evolutivo da domesticação do meio ambiente. Isso se deu por meio da submissão dos animais ferozes e da transformação das florestas assustadoras e inóspitas em dóceis pastagens e plantações. Mais recentemente, com a revolução industrial, vieram as cidades, a poluição e o vertiginoso crescimento populacional que tanto assustou Malthus.

Como consequência, as regiões cobertas por florestas reduziram-se em todo o mundo e em alguns países praticamente desapareceram por completo. Como não podia deixar de ser, tamanha devastação provocou, ainda no século passado, uma reação na forma de movimento conservacionista, que desembocou na criação de Parques Nacionais ao redor do mundo.

Tal movimento custou a chegar ao Brasil. Aqui, embora André Rebouças reclamasse sua abertura já em 1878, o primeiro Parque Nacional — Itatiaia— foi criado apenas em 1937; os Parques ligados pela Trilha Transcarioca é muito mais recente: o Parque Nacional da Tijuca é de 1961, o Parque Estadual da Pedra Branca, de 1974 e o Parque Natural Municipal Paisagem Carioca é 2003.

De fato, o descaso do povo brasileiro em relação ao seu patrimônio ambiental fez com que a situação da Mata Atlântica se deteriorasse a passos rápidos Considerada por alguns cientistas como a floresta de maior bio-diversidade do mundo (superando inclusive a Amazônia), a Mata Atlântica sofreu com o fato de estar promiscuamente próxima ao grande eixo populacional do Brasil.

A explosão demográfica na costa e na região sudeste do país, com as pressões desenvolvimentistas daí advindas, fizeram com que cidades, fábricas, plantações e pastagens tomassem cada vez mais terreno à Mata Atlântica. Recentemente, tal processo tomou contornos assustadores, a ponto dessa floresta ser considerada internacionalmente, ao lado das selvas da Ilha de Madagascar, em África, como a mata mais ameaçada de extinção em todo o planeta.

Com efeito, estudos da organização S.O.S. Mata Atlântica indicavam, em 1990, que tínhamos dizimado, desde 1500 até aquela data, 92% da área total dessa floresta. Tamanha destruição finalmente provocou uma grita geral que desembocou na proliferação de Parques Nacionais, Estaduais e outras Unidades de Conservação Ambiental. Mais recentemente, no plano político, Estados e Municípios passaram a ter Secretarias de Meio Ambiente e a União criou até mesmo um Ministério para tratar do problema.

Tais medidas, contudo, não são suficientes. O país é pobre; os Parques são de difícil implantação e têm custoso aparato administrativo e de fiscalização. Mesmo dentro de seus limites legalmente estabelecidos persiste o desmatamento. Grilagem de áreas ecológicas, comércio ilegal de madeira, caça criminosa e queimadas seguem acontecendo sem que o poder público seja capaz de reagir à altura.

Na verdade, não existe conservação possível sem que esse objetivo seja um desejo popular. Tal vontade reflete-se na atitude individual de cada um dos cidadãos brasileiros. Todos, portanto, temos parcela de responsabilidade na manutenção do que nos resta dessa espetacular floresta.

Por isso, ao caminhar na Trilha Transcarioca, ajude a preservar o que restou da natureza no Rio de Janeiro. Seja ecologicamente correto, mas também fiscalize os outros. Se é aspiração popular que essa pequena parcela de floresta não tenha fim igual ao resto da Mata Atlântica, é necessário que todos preservemos e que todos pressionemos o Governo e os maus usuários para que a lei seja exercida. É preciso, contudo, compreender que o Governo apenas existe como expressão da vontade popular e que sem ela não há legitimidade para que se fiscalize a manutenção dos Parques.

Em outras palavras todos nós temos obrigação de não fazer, mas também de denunciar desmatamento, invasões, caçadas, balões, despejo de lixo ou qualquer outro ato lesivo à Mata Atlântica. Em última análise, a sobrevivência da moribunda floresta está nas nossas mãos.

            Portanto: Procure ser um caminhante ambientalmente responsável. Ao caminhar na Trilha Transcarioca lembre-se que ela atravessa a Mata Atlântica, um patrimônio natural a ser preservado. A maior ameaça à integridade de nossas matas vem de nós mesmos, os seres humanos. De modo a evitar que o seu passeio contribua para a degradação da natureza, preste atenção especial em alguns detalhes:

— O serviço de coleta de lixo não se estende à Trilha Transcarioca. Procure conscientizar-se que o comportamento coletivo de praticar “excursionismo de mínimo impacto”, começa com atitudes individuais. Se cada um de nós for esperar que os outros parem de destruir a floresta para só então também começar a se preocupar com a saúde da natureza, muito cedo não teremos mais paz nem tranquilidade nas trilhas, que serão transformadas em gigantescos depósitos de lixo. A conservação do meio ambiente é um ato coletivo que resulta da soma de pequenos esforços individuais.

— De maneira a minimizar o impacto ambiental de seu passeio, quando caminhar na Trilha Trasncarioca, leve sempre um saco plástico para trazer de volta todo o lixo que você produzir. Na medida do possível, cate também o lixo que excursionistas mais descuidados tenham deixado pela Trilha. Lembre-se que mesmo restos de frutas têm forte impacto negativo sobre o conjunto ecológico. Ao deixar pelo caminho alguma semente, você poderá estar sendo responsável pela introdução de uma planta exótica que contribuirá ainda mais para descaracterizar a já seriamente ameaçada unidade vegetal da Mata Atlântica.

— Não remova flores. Não danifique a vegetação. Não moleste os animais. Não pixe; por melhor artista que você seja, por favor, deixe a floresta como ela é.

— Se você fuma, segure as pontas. Não jogue fora a guimba de seu cigarro. Além do grave perigo de incêndio, lembre-se que o filtro do cigarro, que é altamente tóxico, pode ser ingerido por algum animal, e constitui-se em agente poluente que leva cerca de vinte anos para se desfazer.

— Recorde-se que as trilhas são quase sempre condutos naturais de escoamento pluvial. Não contribua, portanto, para aumentar um problema que por si só já é grave. As equipes de manutenção da Trilha Transcarioca têm feito um grande esforço para manter sua drenagem e seu traçado em níveis que reduzem a erosão. Evite a tentação de cortar caminho quando atingir algum ziguezague. Uma atitude preguiçosa, quando somada aos fortes temporais do verão carioca, pode transformar um inocente trecho da Trilha Transcarioca em uma gigantesca voçoroca. Não construa atalhos. Não saia da trilha. Diga não a atitudes que contribuem para a erosão.

Não leve animais domésticos para Unidades de Conservação ligadas pela Trilha Transcarioca. Cachorros e gatos, especialmente, são vorazes predadores e, no que toca a caçadores ilegais, o estrago feito pelo homem já é grave o suficiente, não necessitando de qualquer ajuda animal.

Não faça fogueiras. Lembre-se do triste cenário provocado no Parque Estadual da Pedra Branca e na encosta norte do Parque Nacional da Floresta da Tijuca por balões, raios e guimbas de cigarros.

Destrua e denuncie as armadilhas que encontrar. Denuncie caçadores (O Comando de Polícia Ambiental pede que a população contribua com informações, entrando em contato com o Disque Denúncia através dos telefones:
(21) 2253-1177 ou ainda pelo telefone do próprio CPAm: (21) 2334-7634).

Não jogue lixo nas trilhas. Não aumente a erosão das encostas. Não assuste nem alimente os animais. Não quebre galhos, nem machuque desnecessariamente a vegetação. Interfira o menos possível na natureza. Mantenha a Trilha Transcarioca e como ela é, para que um dia seus filhos e netos possam desfrutá-la com o mesmo prazer que ela lhe proporciona hoje.

TRILHA TRANSCARIOCA

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