Frente Parlamentar pela APA Corredor Trilha Transcarioca

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No último dia 10 de março foi realizada na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro mais uma reunião da Frente Parlamentar em pról da APA Corredor Trilha Transcarioca, presidida por seu proponente, o Vereador Celso Luparelli. Além do Vereador, estiveram presentes representantes da Federação de Esportes de Montanha do Rio de Janeiro (FEMERJ), da Conservação Internacional (CI), do Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar, do Parque Nacional da Tijuca, do Parque Estadual da Pedra Branca, do Parque Natural Municipal Paisagem Carioca, do Mosaico Carioca de Unidades de Conservação, da Secretaria Estadual de Turismo e de entidades voluntárias adotantes de trechos da Trilha Transcarioca, além de Carlos Papera da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), que co-presidiu a mesa.

A presença de Papera mostrou o engajamento da Prefeitura no projeto. Papera parabenizou esforço pela criação do corredor , que considerou um ganho ambiental para a cidade, mas solicitou que o andamento da discussão da criação da APA fosse suspenso por alguns dias para que a Secretaria possa analisá-lo por um prisma técnico. Nesse sentido, anunciou que será criado um Grupo e Trabalho na Prefeitura para deliberar o tema e propor seu encaminhamento.

Ao fim do encontro, Marco Antonelli, do Mosaico Carioca, entregou aos presentes estudo de 2006, intitulado “Projeto Corredor Verde: integração dos Maciços da Pedra Branca e Tijuca” feito pela Secretaria de Meio Ambiente em parceria com o Instituto Pereira Passos, o Gabinete do Prefeito e com a Secretaria Municipal de Urbanismo. Trata-se de excelente estudo preliminar que aponta na mesma direção que o proposto pela Trilha Transcarioca. O desafio agora é tirar a ideia do papel. A seguir alguns trechos do estudo:

reuniao-frente-parlamentar-minuta“Para a implantação da obra de interligação entre os maciços foi considerada a passagem dos animais sobre uma grande estrutura de concreto acima das vias, como uma grande ponte -Esta opção foi considerada a mais viável e pode também tomar a forma de um túnel falso, solução que diminui o porte das estruturas e o volume das obras.

Sobre a laje do túnel-falso haverá o plantio de espécies nativas autóctones da Mata Atlântica, objetivando unir os fragmentos florestais existentes e possibilitar a circulação de populações animais de pólen e sementes na região entre os maciços.

O local também contará com um espaço para a instalação de uma base da Patrulha Ambiental da SMAC, com o objetivo de garantir a segurança local e intensificar as ações de fiscalização ambiental na área do Corredor Verde. As ações de fiscalização devem ser acompanhadas por atividades de educação ambiental, como a realização de palestras e cursos.

O Projeto Corredor Verde não cumprirá somente o seu importante papel ecológico para reversão do processo de degradação da cobertura florestal, como também colocará o Rio de Janeiro numa posição de vanguarda sob o ponto de vista da gestão urbano-ambiental.”

O Projeto também propõe que sejam adotadas “medidas de geração de emprego e renda para as comunidades de baixo poder aquisitivo, com o engajamento das comunidades locais nas ações do Projeto, através do Projeto Mutirão Reflorestamento, do Programa Educativo em Áreas de Reflorestamento e do Projeto Guardiões dos Rios, entre outros que possam surgir”. Nesse item , nós da Trilha Transcarioca nos permitimos sugerir: que tal um projeto de manutenção e sinalização da Trilha Transcarioca nesse setor, a exemplo dos já existentes no Parque Nacional da Tijuca e no Parque Estadual da Pedra Branca? Faz sentido e gera emprego 3 renda!

A próxima reunião da Frente Parlamentar está prevista para o dia 7 de abril, às 9h no auditório da Câmara Municipal. Convidamos a todos os Transcarioqueiros a comparecer.

Enquanto isso, vamos acalentado nossos sonhos de ver pontes de fauna sobre as estradas Grajau-Jacarepaguá e Cândido Benício, entre outras estradas e ruas, como as do Catonho e Comandante Luis Souto, que cortam o Corredor da Trilha Transcarioca.

MAS NÃO DÁ PARA SONHAR ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO, pois como o próprio projeto da Prefeitura já alertava em 2006, “postergar iniciativas como esta pode inviabilizar definitivamente a interligação dos maciços e a implantação de um corredor ecológico, além de comprometer a qualidade ambiental de uma área em franca expansão urbana, que poderia desenvolver um padrão diferenciado de ocupação do solo”.