É com enorme prazer que convidamos os amantes da conservação para mais uma ação de voluntários da Trilha Transcarioca.
Trilhas RJ local, estará realizando seu 1º mutirão oficial de 2016 na Trilha Transcarioca em um dos seus trechos adotados.
Trilha da pedra do cavalo(telégrafo) e praias selvagens.

>>>PONTO DE ENCONTRO<<<
EM FRENTE O BOMBEIRO(GMAR)
NA PRAIA DA BARRA DE GUARATIBA

Faremos:
Sinalização (marcação da pegada preta com base amarela)– sentido de volta
E Base preta com pegada amarela – sentido ida

Ações de Manejo ( desobstrução, coleta de lixo, fechamento de atalhos e outros)

Atividades:
Começaremos com uma breve introdução da no inicio da Trilha Transcarioca…e ao longo do mutirão contaremos com curiosidades e muitas histórias da Floresta contadas pelo Guia ALEX VIEIRA
Tais como a historia do local e para que servia a famosa pedra ….
A Pedra do Telégrafo é o cume no Morro de Guaratiba, este local já abrigou instalações militares durante a Segunda Guerra Mundial e servia para observação de submarinos alemães que estivessem circulando naquelas águas, para prevenção de possíveis ataques às embarcações brasileiras.
Que por sinal aproveitavam a névoa da maresia ,que os camuflavam para chegarem até as praias da região sem serem notados, e assim atacarem.
A relatos que No dia 17 de agosto de 1710, uma frota composta por seis embarcações e um número entre 1000 e 1500 corsários franceses tentou entrar no estreito gargalo da Baía da Guanabara. Lógico que o objetivo deles não era nem um pouco amistoso. Corsários eram piratas, digamos, “oficiais”, pagos pelos seus respectivos reinos para invadir e saquear territórios inimigos. À frente da esquadra estava Jean François Du Clerc, audacioso comandante nascido na ilha de Guadalupe, no mar do Caribe, e que adquirira grande fama pelas várias vitórias conseguidas contra portugueses e ingleses em acirradas batalhas navais.

Repelidos pelos canhões da Fortaleza de Santa Cruz, os franceses seguiram rumo ao litoral oeste da cidade. Saquearam algumas fazendas e igrejas na Ilha Grande e na Ilha da Madeira, não sem reação dos moradores, que mataram e feriram alguns dos invasores, e resolveram invadir a cidade pela Barra de Guaratiba, desembarcando naquela praia em 11 de setembro. Guiados por quatro escravos fugidos, saquearam novamente fazendas e igrejas (entre elas a de Santo Antônio da Bica, restaurada há algumas décadas pelo paisagista Burle Marx) e seguiram rumo ao centro da cidade, provalmente pelas montanhas de Jacarepaguá e da Barra da Tijuca.

Entrincheirados entre os morros da Conceição e de Santo Antônio, as forças de defesa comandadas pelo governador Francisco de Castro Morais, não impediram o avanço dos franceses, que chegaram no dia 19 e seguiram rumo por Santa Teresa até a altura do Largo do Carmo, atual Praça XV, onde ocorreram os principais combates. Os brasileiros eram liderados por Gregório de Castro Morais, irmão do governador, e pelo Frei Francisco de Meneses. Entre seus combatentes mais fervorosos, estavam os estudantes do Colégio dos Jesuítas, no morro do Castelo. Além de tiros, pedras e facadas, os franceses precisavam enfrentar as tinas de água fervente despejadas pelos moradores nas ruas estreitas da cidade.

Perdida a guerra, com um saldo de 300 franceses mortos e 500 feridos, 50 defensores mortos e cem feridos (números sempre estimados apenas), os franceses presos ficaram espalhados em alguns lugares da cidade. Du Clerc foi preso no Colégio dos Jesuítas, mas conseguiu ser removido para a casa do Tenente Tomás Gomes da Silva, na rua da Quitanda – um dos melhores sobrados da cidade na época. E aí acontece outro episódio obscuro de toda esta história, pois na noite de 18 de março o comandante francês foi assassinado na cama. Havia rumores de que Du Clerc andou se engraçando com algumas senhoras respeitáveis da sociedade carioca, entre elas a própria esposa do governador.

O caso nunca foi esclarecido e de certa forma foi vingado pela invasão de René Duguay-Trouin no ano seguinte, que só soube da morte de Du Clerc quando aqui chegou e que conquistou a cidade com extrema facilidade, exigindo um resgate altíssimo para ir embora. As falhas do governador na defesa da cidade durante esta segunda invasão lhe valeram o afastamento do cargo e a fama de covarde e ineficiente na defesa da cidade.