Movimento Trilha Transcarioca ganha o prêmio Mosquetão de Ouro

Horácio Horacio Ragucci, coordenador-geral do Movimento Amigos da TRILHA TRANSCARIOCA, recebendo o prêmio Mosquetão de Ouro, ladeado por Marcelo Barros, Representante do Mosaico Carioca e Gestor do MONA Pão de Açúcar e alguns voluntários que têm contribuído para os trabalhos da Trilha Transcarioca
Horácio Horacio Ragucci, coordenador-geral do Movimento Amigos da TRILHA TRANSCARIOCA, recebendo o prêmio Mosquetão de Ouro, ladeado por Marcelo Barros, Representante do Mosaico Carioca e Gestor do MONA Pão de Açúcar e alguns voluntários que têm contribuído para os trabalhos da Trilha Transcarioca

É com imensa alegria que temos a satisfação de compartilhar com os Transcarioqueiros que, no último sábado dia 30 de abril, o Mosaico Carioca de Unidades de Conservação e os Amigos da Trilha Transcarioca foram agraciados com o maior prêmio do Montanhismo brasileiro, o MOSQUETÃO DE OURO, concedido pela Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada, após votação popular.

O prêmio, que nos deixou muito felizes e honrados, vem a reconhecer o trabalho esforçado de mais de 1.500 profissionais e voluntários que têm dedicado seu tempo e seu amor a transformar o sonho da Trilha Transcarioca em realidade.

Somos guardas-parque, guardas municipais, policiais militares, vigilantes e demais funcionários terceirizados; somos analistas ambientais, trabalhamos nas equipes de trilha e manejo das áreas protegidas do Mosaico Carioca, escrevemos em jornais ambientais, damos aulas na rede pública de ensino, atendemos o público nos centros de visitantes, somos fiscais ambientais; engenheiros florestais, somos garis da Comlurb, trabalhamos na Riotur, no Instituto Brasileiro de Museus e em muitos outros órgãos de governo, somos gestores de unidades de conservação; trabalhamos no INEA, na SMAC e no ICMBio.

Somos voluntários, pertencemos a Clubes Excursionistas, trabalhamos para grandes ONGs, militamos em pequenos grupos de defesa do meio ambiente; somos escoteiros, guias de turismo, pousadeiros, professores universitários. Somos securitários, servidores públicos, engenheiros, bombeiros, pintores, profissionais da computação; somos aposentados e estudantes, médicos e psicólogos, advogados e auditores fiscais. Somos tradutores juramentados e donas de casa.
Representamos todo o espectro profissional e moramos nos quatro cantos da Cidade Maravilhosa (mas também há entre nós portugueses, mineiros, gaúchos e paulistas). Somos a Cidadania trabalhando junta para construir um Rio de Janeiro melhor.

Somos Montanhistas
Defendemos o Meio Ambiente
Somos Muitos
E estamos felizes!

Somos Trilha Transcarioca e VAMOS REALIZAR ESSE SONHO

O Mosquetão de Ouro está disponível para visitação em fotografia na sede do Centro Excursionista Brasileiro. Em breve também vai passar uns dias no Centro de Visitantes do Parque Nacional da Tijuca, para que todos aqueles que não puderam estar na cerimônia de premiação, mas contribuíram com seu suor para a construção da Trilha Transcarioca, possam ver e ser fotografados levantando esse belo prêmio, que ganharam merecidamente.

Movimento Trilha Transcarioca indicado ao prêmio Mosquetão de Ouro

O Movimento Trilha Transcarioca e o Mosaico Carioca foram indicados para receber o prêmio Mosquetão de Ouro, outorgado anualmente a pessoas e entidades que se destacaram no Montanhismo Brasileiro.

Inspirando-se no prêmio Piolets d’Or, o Mosquetão de Ouro visa celebrar a paixão, o espírito e os valores, bem como os feitos de atletas e pessoas do montanhismo brasileiro. Organizado pela Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), o prêmio objetiva incentivar o estilo ético e limpo de ascensões e conquistas de montanhas, trilhas de montanhismo e vias de escalada. Inovação, experiência, respeito e feitos atléticos serão considerados no processo de premiação.

Clique aqui e saiba como votar e ajude a transformar o sonho em realidade.

Frente Parlamentar pela APA Corredor Trilha Transcarioca

reuniao-frente-parlamentar

No último dia 10 de março foi realizada na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro mais uma reunião da Frente Parlamentar em pról da APA Corredor Trilha Transcarioca, presidida por seu proponente, o Vereador Celso Luparelli. Além do Vereador, estiveram presentes representantes da Federação de Esportes de Montanha do Rio de Janeiro (FEMERJ), da Conservação Internacional (CI), do Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar, do Parque Nacional da Tijuca, do Parque Estadual da Pedra Branca, do Parque Natural Municipal Paisagem Carioca, do Mosaico Carioca de Unidades de Conservação, da Secretaria Estadual de Turismo e de entidades voluntárias adotantes de trechos da Trilha Transcarioca, além de Carlos Papera da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), que co-presidiu a mesa.

A presença de Papera mostrou o engajamento da Prefeitura no projeto. Papera parabenizou esforço pela criação do corredor , que considerou um ganho ambiental para a cidade, mas solicitou que o andamento da discussão da criação da APA fosse suspenso por alguns dias para que a Secretaria possa analisá-lo por um prisma técnico. Nesse sentido, anunciou que será criado um Grupo e Trabalho na Prefeitura para deliberar o tema e propor seu encaminhamento.

Ao fim do encontro, Marco Antonelli, do Mosaico Carioca, entregou aos presentes estudo de 2006, intitulado “Projeto Corredor Verde: integração dos Maciços da Pedra Branca e Tijuca” feito pela Secretaria de Meio Ambiente em parceria com o Instituto Pereira Passos, o Gabinete do Prefeito e com a Secretaria Municipal de Urbanismo. Trata-se de excelente estudo preliminar que aponta na mesma direção que o proposto pela Trilha Transcarioca. O desafio agora é tirar a ideia do papel. A seguir alguns trechos do estudo:

reuniao-frente-parlamentar-minuta“Para a implantação da obra de interligação entre os maciços foi considerada a passagem dos animais sobre uma grande estrutura de concreto acima das vias, como uma grande ponte -Esta opção foi considerada a mais viável e pode também tomar a forma de um túnel falso, solução que diminui o porte das estruturas e o volume das obras.

Sobre a laje do túnel-falso haverá o plantio de espécies nativas autóctones da Mata Atlântica, objetivando unir os fragmentos florestais existentes e possibilitar a circulação de populações animais de pólen e sementes na região entre os maciços.

O local também contará com um espaço para a instalação de uma base da Patrulha Ambiental da SMAC, com o objetivo de garantir a segurança local e intensificar as ações de fiscalização ambiental na área do Corredor Verde. As ações de fiscalização devem ser acompanhadas por atividades de educação ambiental, como a realização de palestras e cursos.

O Projeto Corredor Verde não cumprirá somente o seu importante papel ecológico para reversão do processo de degradação da cobertura florestal, como também colocará o Rio de Janeiro numa posição de vanguarda sob o ponto de vista da gestão urbano-ambiental.”

O Projeto também propõe que sejam adotadas “medidas de geração de emprego e renda para as comunidades de baixo poder aquisitivo, com o engajamento das comunidades locais nas ações do Projeto, através do Projeto Mutirão Reflorestamento, do Programa Educativo em Áreas de Reflorestamento e do Projeto Guardiões dos Rios, entre outros que possam surgir”. Nesse item , nós da Trilha Transcarioca nos permitimos sugerir: que tal um projeto de manutenção e sinalização da Trilha Transcarioca nesse setor, a exemplo dos já existentes no Parque Nacional da Tijuca e no Parque Estadual da Pedra Branca? Faz sentido e gera emprego 3 renda!

A próxima reunião da Frente Parlamentar está prevista para o dia 7 de abril, às 9h no auditório da Câmara Municipal. Convidamos a todos os Transcarioqueiros a comparecer.

Enquanto isso, vamos acalentado nossos sonhos de ver pontes de fauna sobre as estradas Grajau-Jacarepaguá e Cândido Benício, entre outras estradas e ruas, como as do Catonho e Comandante Luis Souto, que cortam o Corredor da Trilha Transcarioca.

MAS NÃO DÁ PARA SONHAR ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO, pois como o próprio projeto da Prefeitura já alertava em 2006, “postergar iniciativas como esta pode inviabilizar definitivamente a interligação dos maciços e a implantação de um corredor ecológico, além de comprometer a qualidade ambiental de uma área em franca expansão urbana, que poderia desenvolver um padrão diferenciado de ocupação do solo”.